sábado, maio 05, 2012

Isso, encosta-te. Vá, encosta. Mais um bocadinho, só mais um bocadinho. Hmm, que bom que é ter-te assim. Perto de mim. Podemos ficar assim para sempre? Diz que sim, por favor! É o que mais quero. Ter-te sempre encostado a mim. Gosto tanto de sentir o teu coração acelerado... dizem que quando ele acelera é porque estamos nervosos. Diz-me... ficas nervoso à minha beira? Não precisas de ficar envergonhado... é o nosso segredo. Adoro ter segredos contigo. Faz-me sentir ainda mais perto de ti. Gosto de partilhar coisas contigo. Gosto de puder partilhar coisas contigo. Ficamos tão bem juntos, não achas? Desculpa... não, não achas. Secalhar esse foi o motivo para te ires embora... foi? Vá. Conta-me. É um segredo. Mais um daqueles que tu acabarás por esquecer. Mas, não tem mal. Todos nós nos esquecemos das coisas... ou... secalhar isto é só uma desculpa que eu invento para não encarar que tu, na verdade, fazes-te esquecido. Porque é que foste? Volta... eu não me importo que te esqueças. Ensinaste-me tanto... será que algum dia vou conseguir superar que já não estás aqui? Eu acho que não... porque estou a escrever como se tu aqui estivesses. Comigo. Ao meu lado, que na minha opinião, é onde devias estar. Eu sempre acreditei que as coisas aconteciam por uma razão e já tentei. Juro que já tentei, vezes e vezes sem conta, mas... não descobri a razão do teu afastamento. Da tua fuga. Da tua cobardia. Do teu pecado. Sim, porque este não foi o primeiro, nem será o último. Pecados. Segredos. Tudo se resume a isto. Nada faz sentido. Nós somos um pecado e um segredo. Somos fogo juntos. Uma mentira separados. Tu és pecado. Tu... és o meu pecado.

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