segunda-feira, julho 14, 2014
O amor é real
Aquela velha frase de ''um amor cura o outro'' é uma verdadeira parvoíce. Os amores são sempre diferentes e penso que devemos guardar cada um, quer tenha sido bom ou mau, com a sua verdadeira inteireza. Na minha opinião, a paixão nunca acaba. A paixão deve ser uma constante e o amor o princípio. O amor fica sempre. Todos aqueles que amei e hoje não fazem parte da minha vida continuam a ter algum significado nela e continuo a preocupar-me com eles e gosto de vê-los felizes com as suas namoradas. A paixão é diferente. Ainda hoje o toque do Maria me arrepia. Ainda nos dias de hoje o sorriso dele me faz achá-lo um dos rapazes mais bonitos de sempre. O momento em que soube que estava apaixonada por ele foi o nosso primeiro silêncio. Nada de primeiros beijos ou momentos mais íntimos. O nosso primeiro silêncio. Quando nos deitamos na cama, juntos e ficamos assim, sem argumentar, sem produzir uma ponta verbalizada de nada. Só os dois e o silêncio. É complicado sentirmo-nos confortáveis com alguém em silêncio. Uma das coisas que mais gosto é vê-lo a desenhar ou a pintar. Fica concentrado e determinado, dá-me segurança. São momentos como esses que me deixam sem qualquer sombra de dúvidas sentir orgulhosa daquilo que tenho em mãos. Mas atenção! Não é só vinho verde. As raparigas e mesmo os rapazes, nascem com uma ideia de amor completamente sistematizada e ridícula. As pessoas querem viver amores impossíveis. Admitindo ou não, é isso que maior parte procura. Li num texto que não há amores impossíveis. E não podia concordar mais. O que há é falta de amor. Falta de querer e fazer. Vem com palavras como orgulho para uma relação. Não pode existir esse tipo de coisas. As relações não se baseiam em palavras bonitas para pôr nas fotos de perfil ou no tumblr. Vai muito para além disso. É preciso antes de mais não nos esquecermos de quem somos e do que queremos e depois adaptar isso à outra pessoa. Uma relação é feita de adaptações, mudanças e sobretudo de muita perda. Menos é mais. É preciso perder o hábito de ser solteiro e perceber que não somos a mesma pessoa solteira e comprometida. Não podemos ser. E o problema está aí. Todos querem um amor fantástico e cheio de romance e de coisas fofas e vazias, tal e qual como nos filmes que vêm e livros que lêem. O amor é real...as pessoas é que o deixaram de ser.
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